Tuesday, February 07, 2017

FUCK YOU MONEY

Estava a ouvir um gajo que utilizou esta expressão, FUCK YOU MONEY, para descrever a mesma coisa para a qual eu queria ter muito dinheiro.
A capacidade de dizer não é-me muito querida e a única coisa que me falta para a utilizar sem qualquer tipo de amarras é ter FUCK YOU MONEY
Neste momento, e em quase todos os momentos da minha vida, sempre tive srew you money à custa de algum sacrifício porque a falta de liberdade é o pior deles.

Então,
a melhor maneira de ter o dinheiro de que preciso, realisticamente, seria ganhar o Euromilhões mas, como não sou a flor desabrochada e amante do novo dia, mesmo isso tem os seus inconvenientes.

O primeiro é que não jogo.
Nunca tive sorte ao jogo e não acredito que alguma vez vá ter, pelo que acho que é sempre atirar dinheiro pela janela, coisa que me desagrada.
Ora, por outro lado, a única pessoa com menos hipóteses de ganhar do que todas as outras sou eu, porque não jogo.

O segundo é que tenho algum medo de ganhar toda essa cheta.
Há uns anos, um gajo disse-me que Deus sabe o que faz. Não me vai deixar ganhar um balúrdio desses porque se deixasse eu estava fodido! e o meu pensamento é mais ou menos parecido.
Tudo o que imagino fazer é parvo.
Casas? Nop.
Carros? Nop.
Contratar um conjunto de gajas para entrar num lugar antes de mim, o menos vestidas que o pudor social e a polícia permitam, para anunciar a minha chegada? SIM!
Isto é a ponta do iceberg. Não tenho ideias úteis, como a generalidade das pessoas. Só tenho ideias que considero fixes porque me fazem rir.

O terceiro, que se liga ao segundo, é que dinheiro a mais não costuma ter bom resultado.
O que descrevi anteriormente é estúpido mas não magoa ninguém. É verdade que alimentaria uma criança que já não o é mas, realisticamente, além de poderem pensar - e bem - que sou parvo, mal nenhum viria ao Mundo...mas há uma dimensão pior.

Conheço um gajo que nunca foi bem acabado mas que piorou muito quando passou a viver de rendimentos.
Quando ainda tinha uma profissão e, porventura, chefe ainda se mantinha relativamente dentro dos eixos. É certo que a loucura andava lá mas estava controlada, dentro do possível.
Depois, à pála de um empréstimo paternal, comprou uma casa e, depois outra, para, finalmente, ter sete e viver do que elas rendem, fazendo nada além disso.

Depois de ter comprado um carro clássico e esse tipo de coisas pouco ofensivas, entrou no red line.
Para se entender o que quero dizer, deixarei um pequeno mas revelador exemplo: este gajo está apostado em engravidar gajas. A ideia dele é emprenhá-las, independentemente da forma como as conhece ou há quanto tempo as conhece, e, depois, sustentar a criançada que há-de vir mas só os ver quando tiverem uma idade aceitável e não quando tiverem fraldas para mudar e chorarem muito.

Este exemplo é-me próximo mas, de forma alguma, único.
Ninguém me tira da cabeça que os gajos que compram iates de 500 milhões o fazem porque não sabem o que mais fazer e, novamente, este é um exemplo sem grande impacto negativo...
A dada altura, acho que se deve perder a noção da realidade e daquilo que deveria estar vedado pelo bom-senso.

Tenho um bocado de medo do que seria de mim se estivesse muito desocupado e com liberdade (leia-se, dinheiro) para não estar constrangido por outra coisa que não a imaginação e a vontade.

...e um bocado de soul porque estamos a falar de almas e de salvação ou perdição e toda a ajuda é agradecida.


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