Friday, December 15, 2017

Coisas Com Graça

K, vives com a C?
- Sim.
Ah, que bom!

Isto tem graça porque:
1. Não é que ela não quisesse saber se eu viva ou não mas, seguramente, não era quem mais queria saber;
2. Não é que ela não ache que seja bom mas serviu mais para complemento de uma informação que queria.

Então, K, por que motivos respondeste? Nem parece teu!
Bem, porque a pessoa em questão é (mais era mas o era é apenas por falta de convívio. Gostava e gosto dela) minha amiga e porque não tenho nada a esconder.
Estou seguro que terá sido, mais ou menos, uma perguntar por encomenda ou então mais um motivo para conversa noutras circunstâncias.

Em qualquer dos casos, não tinha nem tenho motivo para ser agreste e muito menos para esconder o que quer que seja.

...mas tem graça.

Yeah...

Thursday, December 14, 2017

Tropecei nisto. Já nem me lembrava. Fiquei contente.


Wednesday, December 13, 2017

Não é que seja Novo (mas tudo é reciclado, não é?!)

Há uns dias, estava a ter uma discussão com um amigo sobre a desaprendizagem. Aquela cena, por exemplo, se ser possível aos bebés nadar assim que nascem mas não o fazer uns tempos depois ou o facto - este ouvi, nunca o vi ou comprovei - de ser possível parir um ser humano numa árvore e vê-lo agarrar um galho, como se de um primata puro se tratasse.
Esta conversa surgiu na sequência de me parecer que as crianças - como os animais - são menos susceptíveis de serem enganadas na altura em que ainda não aprenderam o significado das palavras porque, nesse momento, não se prendem ao que se lhes quer dizer mas ao que, de facto, se lhes diz.

A minha abordagem ao Mundo é parecida. Melhor: a minha abordagem ao Mundo é parecida porque me esforço por fazer corresponder o que digo ao que quero dizer (e ao que o meu corpo diz) e também me esforço por prestar mais atenção ao que os corpos me dizem e não as bocas.
Isto é difícil.
Eu, como todos nós, aprendi a confiar em palavras porque assim foi codificada a sociedade e, porque não se consegue fazer tudo com a mesma atenção, a descurar os elementos não verbais.

....mas, de vez em quando, a incongruência faz-me muita espécie e mais espécie me faz quando não é detectada pelos próprios.

Cenário:
EU não gosto de andar em cima das pessoas. Não faz parte de mim querer sempre estar com elas. Não é do meu feitio convívios intensos com quer quer que seja.
OUTROS são muito diferentes de mim e, por isso, tendem a querer explicar este meu desprendimento a preocupar-me menos ou a ser um bicho ou não gostar desta ou daquela pessoa.

À primeira vista, estas apreciações que tecem ou estas ideias que têm de mim não são desprovidas de sentido mas são desprovidas de provas. E a lógica é uma batata.

EU que sou aquilo que descrevi, não desiludo as pessoas de quem gosto e estou sempre presente quando precisam de mim. Não quando só querem; sempre quando precisam.
E mais.
Dá-se que é muito raro chatear-me ou cobrar o que quer que seja a este punhado de pessoas; também não estou cansado quando pedem alguma coisa; também não critico quando não é pedida opinião; também não julgo se não me for pedido que aprecie um determinado comportamento; também não lhes atiro à cara erros que cometeram mesmo quando, à partida, eram evidentes.

OUTROS são mais a Raríssimas.
Sempre que estão a 2 kms de distância têm de aparecer;
Sempre que se passam 3 dias têm de ligar;
Sempre que lhes acontece uma qualquer parvoíce, têm de contar.
...mas quando as merdas apertam mesmo...

K, se isto der merda, o que fazes?
- Volto para o lugar de onde vim...
E isto resulta do facto de sentir que seria bem vindo apesar de não andar de rosas na mão a oferendar ou a beijar pés de ninguém.

Se isto der merda, o que fazes?
- Não volto para o lugar de onde vim...
E, aqui, as rosas e os beijam são em fartura e em abundância.

Poderão dizer-me Ah, K, mas podem haver motivos que nada têm que ver com o que descreves! e podem mesmo. Não tenho a ilusão de entender tudo, ainda que queira entender tudo.

O que acontece é que na minha limitada e simplista cabeça, é impossível entender como se pode achar que se é especial e super unido e o K é um animal com um falta de à-vontade que torna o contraste maior que o próprio preto e o próprio branco.

Eu sou Eu e os que me aceitam aceitam o que há:
Outros são Outros e os que os aceitam nem sequer sabem o que estão a aceitar.

Por fim, deixo-vos algum very cool mas que é um bocado de foder a tola a um gajo: King Krule:

Monday, December 11, 2017

Ainda que mais ocupado do que devia, Bird and Diz


(depois, ouve-se falar do grande contributo musical dos Xutos & Pontapés e pergunta-se: Bitches say what?!)

Wednesday, December 06, 2017

FAVORES

Entre fazer e pedir favores, prefiro fazê-los mas só os faço ou por quem me é próximo ou se não me causarem um transtorno que considere excessivo.
Hoje, vamos ficar pelos pedidos. Outro dia talvez se dê de falar dos concedidos.

Era óptimo que as principais motivações para não pedir favores fossem fofas como não querer incomodar ou tenho de me prover pelos meus próprios meios! mas não são. Têm peso. Também existem mas não os reputo de principais.

Os principais serão:
1 Tu não tens estrutura para lidar com rejeição (expressão de uma das minhas Ex).
E não tenho.
Já fui rejeitado mas não me agrada nada. O que é um eufemismo para deixa-me fodido à 10ª potência.
Porque não gosto de incomodar; porque não tenho muitas necessidades; porque gosto de resolver os meus problemas sozinhos, só peço um favor quando acho mesmo que preciso e nunca por comodidade.
Acresce que só pedirei alguma coisa a quem confie e confie muito (o que se ligará ao segundo) e só confio muito em gente que me conhece.

E gente que me conhece terá de ter conhecimento de que se peço é porque preciso e se preciso não é para ser negado e nem hesitada a sua concretização.
Se me for negado;
Se não for concretizado, o mais provável é perder essa pessoa e não tenho muitas para perder.

Então,
prefiro deixar para último caso, para um caso em que a recusa redundará no afastamento e em que esse afastamento tem um motivo palpável para acontecer.
Nunca olho para o retrovisor.

Sim. 
Os meus pedidos de favores assemelham-se perigosamente a ordens.

2 Não gosto de dívidas.
Um favor concedido é uma dívida que contraio.
Para ser completamente justo, não considero os favores que concedo como um crédito - a menos que fique muito e muito irritado e decida usá-lo como tal...casos em que, depois, ficarei a detestar-me por um largo período de tempo - mas assim os encaro quando uma facilidade me é concedida.

As dívidas - todas elas - são um definitivo passo para a perda de liberdade. É por causa da dívida da casa que muita gente não se vai embora; é por causa da dívida do carro que muita gente continua a fazer o que não quer; é por causa da dívida do telemóvel - tenho vontade de cuspir sempre que penso nisto - que não se vai jantar fora. 
É, também, por causa desta dívida que resulta de um favor que pedimos que podemos ficar constrangidos no momento em que temos vontade e motivos para mandar alguém foder.

Prezo muito a minha liberdade de mandar quem quer que seja para o caralho e senti-la coartada é um sofrimento atroz.

São motivos mesquinho, eu sei.
Não gosto de mesquinhez mas nunca disse que não era mesquinho em algumas coisas.

E

...tenho alguma repulsa pelo John Mayer mas tenho apreço pela música que se fez nos 60/70.
Por isso, ainda que em conflito:

Tuesday, December 05, 2017

(se conseguir, volto depois)


Monday, December 04, 2017

SELF FULFILLING PROPHECY

Prediction that directly ou indirectly causes itself to become true, by the very terms of the prophecy itself, due to positive feedback between belief and behavior.

Isto faz-me sentir estúpido porque acho que pratico.
Então, por que o faço quando seu que o estou a fazer?

Bem...
quer porque a natureza do escorpião é morder;
quer porque só é mania de perseguição se não estivermos, de facto, a ser perseguidos.

Outro problema que surge com gente que tem a mania da perseguição é, também, este: podem achar que são perseguidos 100.000 vezes sem sentido mas se tiverem razão numa delas sentem-se validados.
É como os maluquinhos das teorias da conspiração: dirão milhões de alarvidades mas se acertarem uma...