Wednesday, January 13, 2021

CONFINAMENTO & ANTÓNIO COSTA & MARCELO REBELO DE SOUSA

E aí vamos nós.

Há meses, quando a merda começou a azedar outra vez, o PM veio dizer que o confinamento geral estava fora de hipótese! o que foi uma coisa divertida de dizer; para muita gente há-de ter parecido uma afirmação de gente confiante mas convém lembrar que a confiança, volta e meia, está de mãos dadas com a ignorância. 

Esta afirmação vazia e sem qualquer tipo de suporte (além do não pode ser! o que tem muito pouco de científico) fez-me lembrar o Fukuyama quando, num momento parecido, achou que a história tinha acabado com a queda do Comunismo e a vitória do Capitalismo e do Estado Liberal; um como outro desconhecem que vontades não significam um caralho no mundo real da mesma forma que a Natureza cagou um bocado no alce manco.

Ok. Ignorância? Vontade de evitar pânicos? Não contava com a bazuca e, agora, acha que já aguentamos?

Pá, por um momento vou achar que foi uma destas hipóteses e não carregarei no que realmente me parece ser.

Agora, o António Costa diz que se todos se isolassem de forma espontânea, não seria preciso novo confinamento.

Temos, portanto, o grande estadista que, como o Shaggy, diz wasn´t me!. Espectáculo, não é? Ainda que não fosse - mas é! - isto tem muito pouco de estóico...e, sejamos claros: se as pessoas se portassem bem, não seria precisa polícia e nem tribunais, não é? E se todos pudessem chegar a acordo quando ao que é preciso, também não precisávamos de Estado, não é?

...e o que faria o Costa se não fosse político? Vou imaginar que é jurista...

Ultrapassando esta questão, chegamos ao Natal.

Isto foi a PUTA DA LOUCURA!

O Costa (não me esqueci do Marcelo, claro) terá pensado: Bem, todos os nórdicos e os Alemães e os Franceses e por aí fora estão a criar constrangimentos ao Natal. Estão a dizer quantas pessoas podem comparecer e criar zonas geográficas a não ultrapassar. Mas nós somos muitíssimo mais ordeiros que eles; somos mais organizados e respeitar regras é connosco e não com aqueles chico-espertos! Aqui, vou dizer meus amigos, é sa foda! Vocês sabem o que fazer! Sem limitações!

Sim. Este poderia ser um monólogo na linha da parvoíce da afirmação de não há mais confinamento mas o pior é que não creio ter sido o caso.

O António Costa não fez nada que não esteja em linha com a forma como criou Governo mesmo tendo perdido; não fez nada que não esteja em linha com a permissão da manif do 1º de Maio ou o Avante; não fez nada que não esteja em linha com a vergonhosa manutenção de confiança na Ministra da Justiça (entre outros...).

O PM só quer continuar a ser PM e, por isso, Natal para todos! mas, depois, vem dizer que a culpa é nossa! Demitiu-se de governar mas a culpa é dos outros.

Churchill não é nada quando comparado com o nosso Costa.

Isto é, não só, a PUTA DA LOUCURA como a PUTA DA PALHAÇADA.

Mas e o Marcelo?

Admito que tenho mais dificuldade em entender o que se passou.

A primeira que me ocorre seria o do Catolicismo do Presidente. Será que a há um conflito entre um Estado Laico e um Estado Confessional na cabeça do Marcelo?

A segunda é que terá sido mais um frete pelo apoio do PS à sua candidatura.

...nenhuma das hipóteses me satisfaz mas imbecil o Presidente nunca me pareceu.

Contudo, honra lhe seja feita, não disse que a culpa é dos outros; disse que o Pacto com os Portugueses (linda catchphrase) não funcionou e que o responsável pelo resultado é dele.

Mais estadista que o Costa, num é? Bem, o Tino também. E o Toy. E a Pipoca Mais Doce. E eu.  

Friday, January 08, 2021

Presidenciais 2021

Tenho andado a acompanhar, em doses homeopáticas, os debates presidenciais (todos os 2554582 deles).

Há uma ou duas ideias a respeito do que tenho visto e que me assaltam.

A primeira delas é que, de uma forma que não permite dúvidas, o Marcelo é obviamente superior intelectual e culturalmente. Verdade seja dita, o Marcelo seria, provavelmente, sempre superior quando comparado mesmo com os mais capazes de nós mas, aqui, a diferença é entre uma pessoa e girinos.

O Marcelo desde há muito que foi o único que entendeu o que era o Chega e de onde vinha. Entendeu que era uma chama que precisava de ar para crescer e não lha deu. Marcelo cortou-lhe oxigénio ao preencher o espaço popularista onde grassa mas grassaria muito mais. Entendeu, também, que o Chega (mas não só) resulta não só do descontentamento para com estes gajos que dirigem a barcaça mas também da incapacidade dos partidos institucionais darem resposta a questões para as quais não estão preparados por fossilizados.

Poderia pensar-se que sou um fã de Marcelo mas não sou.

Reconheço o mérito onde o mérito é devido apesar de me fazer comichão a necessidade de protagonismo. E não, não é só por causa da selfies. O Marcelo sempre foi o que é mesmo antes do advendo dos telemóveis.

O Ventura de entre os restantes (menos 1) é o único que entendeu o tempo onde se encontra e decidiu, descaradamente, fazer o que se anda a fazer desde o advento Trump. A pós-verdade chegou para ficar e ele assim se comporta...muito ajudado pela impreparação dos paraquedistas de Bruxelas que cá vieram fazer o biscate.

Devo, em abono da verdade, dizer que aprecio o Ventura atirar o Robles ao BE, o Pedroso à Ana Gomes e a Coreia do Norte ao PCP; e aprecio porque neste País ninguém diz peva sobre isto mesmo quando enfardados com a superioridade moral que a Esquerda nunca teve.

Aos paraquedistas, nem me referirei mais alargadamente mas falarei uma linha do menos 1 e o menos 1 é o da Iniciativa Liberal.

O tipo da Iniciativa Liberal é muito arisco às câmaras e as câmaras a ele mas parvo não é e também não é destituído de alguma sofisticação moral, como mais ou menos se exige a um tipo deste quadrante.

Além disso, a Iniciativa Liberal, consciente da banhada que aí vem (estão todos conscientes mas valor seja dado ao da Liberal que nem disfarçam), não anda em arruadas e merdas e, do que vi, decidiu atacar o seu público e não perder muito tempo: as universidades.

...um gajo como eu anda um bocado fodido porque se agora ainda tenho o Marcelo para votar, nas legislativas não vejo mesmo nada...

E a finalizar, uma palavra para o António Costa que se revela muito pior do que eu imaginava, reconhecendo que a minha boa-vontade poderá ter resultado de ignorância: o miserável serviço prestado na quadra natalícia em benefício próprio trouxe-nos os piores dias de COVID de sempre e, agora, se calhar é fechar a merda toda outra vez.

Ah, mas nos países que mantiveram restrições e cenas os números também pioraram! e a isso respondo foda-se. O que se tenta pode não resultar mas ficar quieto em benefício próprio é miserável.

Thursday, December 03, 2020

They Will Not Live In Shame! They´re Gladiators! e Coisas Difíceis de Explicar

 Há uns anos fiquei muito satisfeito quando escolhi uns óculos de sol mais baratos em detrimento de uns outros mais caros. Não só os mais caros eram mais caros como, naturalmente, a marca que tinham gravada nas hastes era mais susceptível de ser reconhecida e admirada.

Preferi os que gostava mais. Não por serem mais baratos (porque não os ia pagar) e nem por ser uma afirmação anti-burguesa qualquer. Gostei mais dos mais baratos. Foi só isso.

Acho que é a segunda vez que escrevo sobre isto, pelo que não foi uma coisa de somenos para mim. Foi, isso sim, qualquer coisa parecida com uma afirmação de personalidade e de carácter. O que dizia que não interessava não interessou. O que pregava ser irrelevante foi irrelevante.

Era o Eu que me orgulhava de ser. Apesar de um momento menor, funcionou como acho que tudo funciona: nada é independente. Um bocado é tudo.

Esta estorieta para dizer que tenho uma relação igualmente visceral quando acontece o contrário. Minto. Tenho uma reacção muito mais visceral porque espero corresponder ao que exijo de mim mas tenho muito pouca margem para falhar no que considero ser exigível.


O meu orgulho e o meu ego são medonhos em qualquer circunstância.

Quando fazem de mim o destruidor de paredes, dá para ser medonho para os outros;

Quando fazem de mim parvo ao demonstrarem que talvez sejam demasiado inflados, dá para ser medonho para mim.

...e aqui surge a parte em estrangeiro do título deste postal.

É uma citação do Any Given Sunday no momento em que o médico que escondeu um diagnóstico do jogador é despedido e confrontado com a sua falha deontológica. 

Diz-lhe, então, em tradução livre: Tu pensas que eles são como tu?! Eu sei o que ele me ia dizer "ponha-me a jogar!! Eles não vivem com vergonha! Eles são gladiadores!!

Neste caso, não é o meu ego a falar (acho): eu também não vivo bem quando envergonhado. Estou a ter uma dificuldade imensa em reagir como acho que devo mas como não quero porque a minha vida sempre foi noutro sentido.

E isto está um bocado a acabar comigo.

Por um lado, o que me faz sentir assim talvez seja uma desmesurada e despropositada noção de honra ou de valor próprio;

Por outro lado, o que me impede de desistir é esta irresistível tentação de nunca perder e nunca dar uma batalha como invencível.

...mas está a ser muito difícil.

Por ser realista, temo um bocado que perceba tarde onde esta merda vai parar da mesma forma como decidi tarde que a dor na garganta era uma merda que me fez acordar nos intensivos.

...mas isto é quase impossível de explicar a pessoas que não sejam como eu. Ou, pelo menos, próximo daquilo que sou ou que fiz ou que faço.

O After Life do Ricky Gervais é sobre um gajo - na primeira temporada - que diz que a possibilidade de se suicidar é como um super-poder: a qualquer momento, é um sa foda! e ninguém pode fazer nada.

De uma forma menos fictícia, se a memória não me falha, o Hunter S. Thompson tinha decidido que se mataria antes de tal possibilidade lhe ser vedada pelo tempo. Fez mesmo isso.

O que acabo de escrever não só parece como é, de facto, dramático. Em momentos normais da minha vida concordaria com ambas as cenas e nem pensaria duas vezes. 

A personagem do Gervais tem razão: no fundo, no fundo, nada interessa.

O Hunter tem razão: quando eu já não puder ser eu, não vale mais a pena.

Agora, concordo na mesma mas o enquadramento faz tudo parecer mais sombrio. A época é sombria. Eu não tenho vontade nenhuma de ser sombrio (apesar de sexy).

................................

Findo este relambório que nada tem de exagerado enquanto o escrevi e muito menos foi feito para instilar pena, há uma outra explicação para tudo isto, explicação que há algum tempo verbalizei ao telefone:

Pá, se calhar só sou mimado e não gosto de fazer o que não quero!

É melhor, não é?

Friday, November 20, 2020

Na Palnície das Serpentes

 Estou a ler o último do Theroux. Estava a pensar guardá-lo para quando estivesse a viajar que, descobri, é uma coisa que faço sem dar por ela: levo um livro de viajens quando estou a viajar e, melhor que tudo, nunca sobre o lugar onde estou.

Achas que leio este a seguir ou o do Damásio? Costumo ler os do Theroux quando viajo...

- Então, lê o do Damásio e guarda o do Theroux!

...não. Com a BabyG e com o COVID não sei quando vamos viajar decentemente.

Isto parece um post sobre o Theroux mas não é. Quer dizer, não completamente.

Quando ouço pessoas que lêem falar sobre livros é muito comum ouvir citações dos seus livros favoritos e discorrer sobre autores e títulos de livros.

É certo que há muita gente que lê mais do que eu; quer por terem mais tempo quer por terem tido mais tempo mas eu ainda leio um bocado, pelo que, volta e meia, penso: caralho, devia de saber mais sobre livros; tipo: citações e merda! mas a verdade é que não sei. Se for suficientemente honesto, nem me lembro do fim de todos os livros que tenho na prateleira muito menos dos muitos que trouxe emprestados da Biblioteca.

Com mais honestidade ainda, direi que já por mais de uma vez dei por já ter lido o que estava a ler quando pensei pera lá! Eu já sei toda esta merda e porcelana não é das áreas em que sou mais competente!

Sim. Há livros que não me lembro de ter lido e autores que não conheço, apesar de já ter lido livros seus.

Mas eu não leio para isto. A minha personalidade não me permite e a minha ausência de vontade de ser impressionante também não.

...e voltamos ao Theroux (e isto nem será novidade)

Numa das partes do livro, o gajo está num mercado e alguém lhe pergunta o que quer. Ele responde estou só a ver e acrescenta, para nós (vou parafrasear) é tudo que faço.

Não me perguntaram apenas uma vez por que vais a X lugar? e a minha resposta costuma ser vou ver e é um bocado isso que fui fazer sempre desde que viajei para (é verdade!) o México.

A minha primeira experiência do que entendo, hoje, como viajar foi para o México; sem nada marcado e para ir ver. A primeira vez em que não fui para um hotel e nem para a noite e nem para um destino que as outras pessoas tinham ido.

Foi a primeira vez que fui ver e não quero fazer mais nada desde que descobri que gostava muito de ver.

Os livros, para mim, têm algo de comum com isto.

Quando leio - porque já não estou na faculdade - não quero decorar o que leio. O que quero é ir entendendo e sabendo coisas que ficam comigo e que me informam, conformam e me fazem saber pensar mais um bocado.

Se foi o Theroux, o Mann, o Trotsky, o Damásio ou o Paulo Coelho (o Paulo Coelho é certo que não foi!) que me deixaram a ideia que, depois, me foi útil quando tive de pensar não é relevante.

Viajar;

Ler;

Fotografia.

Só vou ver.

Monday, November 16, 2020

UMA VERGONHA!

 Antes de começar com meia dúzia de cenas, devo assumir duas vergonhas à partida:

1. tenho vergonha de parecer, sequer, que defendo um partido como o Chega e um gajo como o Ventura; não nutro nada que se assemelhe a simpatia por ambos;

2. tenho vergonha de ter estado a ver a entrevista do Ventura pelo Sousa Tavares, ambos lamentáveis.

Então,

é assustador que o Primeiro Ministro se tenha dado ao desplante de chamar xenófobo e racista e de extrema-direita as um partido português.

Primeiro porque um partido deste tipo é ilegal e o Chega - à data! - não é ilega...e vamos, por hoje, esquecer que a extrema-direita é proibida mas não a extrema-esquerda;

Segundo porque este mesmo PM tem o seu lugar apoiado por Comunistas e Bloquistas (podia ter dito só comunistas, não é?!), partidos que podem ser muita coisa mas não são democráticos!!

...novamente, passando por cima do facto de ter, na sombra, criado um governo cujo partido que o encabeça não ter sido o mais votado.

É uma falta de vergonha.


Depois, nesta entrevista, para provar que o Ventura será racista, o jornalista Tavares pergunta ao Ventura se tem algum amigo preto.

Pá...não conheço um único racista que não o assuma que não diga até tenho amigos pretos! ou um homofóbico que não diga até tenho amigos gays!. É uma estupidez de fazer arder os olhos!

O mesmo Tavares disse que a ideia do Ventura de reduzir o salário dos Deputados ia fazer com que os melhores não fossem para lá e que seria um convite à corrupção.

Say what?! Os melhores estão lá?! Não há corrupção porque são bem pagos?!

Isto é só estúpido.


Acho muito engraçado que se chame populista ao André Ventura (que é!) como se não houvesse mais.

As promessas comunistas não são populistas?! E as do PS? E as do PSD?

...pá...


E não é, novamente, que, de alguma forma, apoie ou simpatize com o Ventura.

O meu problema é que não há uma indignação ao nível do Ventura com o Avante! ou com o congresso (secreto, como é sempre) do PCP em altura de pandemia. Para isto é um SA FODA.

O problema é a pessoa que se escolheu para Presidente da Assembleia da República!

E por falar no lamentável Ferro, está o Ventura coberto de razão quando diz que é inaceitável que o Pedroso seja parte significativa da campanha da Ana Gomes; Pedroso que foi recebido em ombros na AR pelo, you gessed it, actual Presidente da Assembleia.

Foda-se, defender gajos como o Ventura.

As merdas que este País me obriga a fazer.

Monday, October 12, 2020

A Vitória da Irracionalidade

 Apesar de opiniões discordantes de pessoas que pensam que me conhecem bem mas estão erradas, sou - a maioria do tempo - bastante racional.

Não tento ser um gajo cerebral mas sou, da mesma maneira que não tento ser realista mas sou e da mesma maneira que não tento ser irascível mas sou. Na verdade, a maior luta e o que impele os outros a pensar que sou todo instinto é a minha irascibilidade...quem for perfeito que atire a primeira pedra.


Há uns tempos, em casa dos pais dela, aquando de uma das primeiras visitas com a nossa filha, as pessoas estavam a falar da possível reacção do cão (a minha preocupação a respeito foi verbalizada) e a dizer que achavam que ele se ia portar bem.

Disse-lhes que não tinha problema com o cão porque o cão não tem culpa da mesma forma que não tem consciência; se der merda a culpa não é dele, é vossa, se eu não estiver presente, e minha, se estiver.

Isto que disse não me levanta qualquer dúvida e mantenho sem hesitar.

É assim que entendo os animais.

A nossa gata é um sonho mas, ainda assim, precisa de ser disciplinada - entenda-se: o máximo que se pode disciplinar uma gata.

Não vou dizer que ela não me irrita porque, de vez em quando, irrita-me mas não me lembro de alguma vez ter resmungado com ela enraivecido e nem de lhe ter feito mais do que sacudir o pó das patas traseiras. Nunca foi e nem é minha intenção infligir dor e muito menos magoar.

Outro exemplo será o facto de - como o cão - ser da minha responsabilidade estar atento e evitar que, por um qualquer motivo, ela magoe a minha filha. Foi-se permitindo uma aproximação gradual e ela é muito carinhosa com a BabyG; roça-se nos pés e cheira-lhe a cabeça (sempre que chora com vontade, a gata vai para perto para ver o que se passa como se quisesse fazer alguma coisa para ajudar, o que é espantoso).

...mas ontem, enquanto a menina chorava, ela veio por cima das costas do sofá e preparava-se para estender a pata (ia a meio) em direcção à cabeça.

Mandei-lhe uma chapada que não foi forte porque a apanhei de viés e disse-lhe - sim, palavras para uma gata! - SE LHE TOCAS COM A PATA PARTO-TE A PUTA DO PESCOÇO! e, ouvindo isto, Ela veio ver o que se passava. Relatei o que acabei de vos contar e, mesmo uns instantes depois, repeti que lhe partia o caralho do pescoço.

E isto é estúpido. Ninguém sabe isto melhor do que eu...e, naquele momento, se lhe tinha arranhado a cara a probabilidade de ver o pescoço rodado ao contrário era muito alta...mesmo sem culpa, por ser um animal, e mesmo eu sabendo de tudo isso.

Não senti, conscientemente, nada do que se vê nos filmes e se lê nos livros quanto a ser Pai mas é capaz de ter acontecido alguma coisa de que não dei conta...

Wednesday, October 07, 2020

A Tininha

 Estas coisas das gentes da TV não costuma atrair a minha atenção o suficiente para escrever a respeito. Não me lembro se disse alguma coisa quando a Cristina Ferreira trocou a SIC pela TVI mas, em suma, o que achei foi isto: fez ela muito bem e melhor fez quando disse que não lhe davam valor suficiente na TVI (de memória, acho que não se lembrou de contar que lhe iam pagar muito mais dinheiro mas não levei a mal porque é uma hipocrisia generalizada).


O regresso à TVI fez-me mais espécie...

Este regresso é um movimento puramente mercenário. É óbvio e claro.

Ah, K, e agora és moralista e tens alguma coisa contra gente que olha pela sua própria vida?! Não, não sou.

Sempre que penso em mercenário lembro-me do Vieiri que trocava de equipa mais depressa do que eu de camisa e fazia-o pelo motivo óbvio: alguém lhe pagava mais. O Vieiri, contudo, contrariamente à maioria dos mercenários, assumia, sem medo, que ia porque lhe pagavam mais.

RESPECT!

A Cristina, por seu turno, foi pela abordagem dos programas da manhã. Voltou para a família e tinha a certeza que ia voltar e foi muito bem tratada e estava muito agradecia à SIC mas não era a casa dela

Dinheiro? Nada!

Lembrei-me disto do nada? Nop. 

Acabo de ler que, pelos vistos, o Dia da Cristina (esta merda de se dar o próprio nome a tudo não é uma coisa à Oprah mas à Trump: triste, só triste) não deu o resultado que se esperava e a Tininha diz que é bem capaz de acabar com isso mas, rija, acrecentou que não me importo nada com o que os outros dizem...é-me indiferente!.

 Ah, valente! Os outros não são os camelos que te dão audiências e te enchem o bolso? Sem audiências, a Tininha tem o mesmo valor que a pior apresentadora do Porto Canal...mas a Tininha está tão cheia de si que nem entende...

A Tininha está a comprar o produto que vende, o que nunca é ajuizado. Uma pessoa não é a sua narrativa, especialmente na TV.

Dito isto,

ou muito me engano ou a vida da Cristina Ferreira (a vida profissional, claro) está para dar uma volta para o pior.

Acredito que a Tininha se esteja a confrontar com o problema da inveja nacional por ganhar demasiado dinheiro mas, especialmente, com o problema de ser vista como pobre e mal agradecida, bem como falsa nas coisas que diz.

....reparem nesta coisa interessante vinda de quem não se importa nada com o que os outros dizem:

A Tininha sempre foi muito privada no que à vida privada diz respeito (soube-se do marido de quem se divorciou porque se descobriu cenas) mas, há pouco tempo, são indícios e indícios e notícias e notícias colaboradas quanto ao rumor de que anda a ser malhada por um gajo.

Coincidências?

Audiências?