Thursday, January 23, 2020

Isabel dos Santos e a Normalidade

Antes de uns poucos apontamentos, a primeira coisa de que me lembrei, agora, foi esta:
Enquanto via uma reportagem de angolanos perplexos com a roubalheira da Isabel dos Santos, Ela disse-me mas como é que esta gente está surpreendida?!
Parece incrível.
A mim também me parece incrível.
...e depois lembrei-me que não sei nada de Angola.
Bem, conheço a história de Angola e datas e guerras civis e o apoio soviético e a queda do Savimbi de mãos dadas com a URSS. Eu sei algumas coisas. Mas de Angola e dos angolanos, agora, não sei nada.
Não sei se é incrível. O pessoal da Coreia do Norte ainda acha que ganhou a Guerra com a Coreia do Sul. A lavagem cerebral é real!
Desconheço a realidade com que os angolanos se deparam.
Se calhar é incrível que acreditassem que a Isabel era uma self made woman mas, também se calhar, não era....

ENQUANTO HÁ DINHEIRO, HÁ PALHAÇOS

Só alguém desprovido de neurónios - ou alheados da realidade, como reconheci poder ser o caso que descrevi - poderia achar que o dinheiro era honesto. 
Digo mais! Se - e talvez nem isso - este meu texto tivesse uns 15 anos, diria que é impossível ser-se assim tão rico sem contornar - momento para eufemismo - as regras. Agora, com o fenómeno dos Youtubes e tal, parece ser possível. Mas talvez só pareça.

Mas alguém queria saber?!
Há uns anos, um Machete que era Ministro dos Negócios Estrangeiros, foi à rádio nacional de Angola pedir desculpas por investigações judiciais em Portugal e, foi a puta da loucura, dizer que nem entendia como o Procurador Geral da República podia estar a fazer aquilo sem provas!
Alguém se lembra disto?!
Andava tudo a cair de boca nos angolanos (os ricos, claro!) porque havia dinheiro.

Havendo dinheiro, há palhaços.

...agora a Isabel é tóxica!
Ninguém lhe deu tratamento especial (pasme-se!);
Ninguém a conhece, realmente (pasme-se!);
Ninguém se revê no comportamento dela (pasme-se!).

A PWC cortou relações mas nada viu quando auditou tudo e estava tudo impecável!
Um dos escritórios de advogados (esqueci-me se a VdA ou a PLMJ) nunca tiveram contacto com ela; era com representantes.

Meus amigos, nós andávamos a ganhar o nosso!
Digam isso.
Muitos teriam feito o mesmo, se conseguissem.
Pode discordar-se mas compreende-se.

Humanos a serem Humanos.

OS DIAS DE HOJE

Racismo.
Digam esta palavra e vejam o Mundo tremer!
Não interessa se é ou se não é: basta dizer.

Era muito comum ouvir-se os angolanos que estavam a braços com a Justiça que se tratava de Racismo.
Nunca ouvi dizer-se meu amigo, não é por seres preto, é por seres gatuno. Por acaso, também és preto...
E quem dizia que era racismo sabia que não era mas como, por agora e desde há algum tempo, toda a gente tem medo do que os outros pensam, fazia-se um silêncio sepulcral e o assunto passava.

Esta merda é muito preocupante!

Há uns dias (acho que uns dias), houve uma notícia de um grupo de pessoas que atacaram não me lembro bem quem.
Esse grupo de pessoas eram ciganas mas as notícias nada disseram a respeito.
Interessam se eram ciganas? Interessa porque é parte integrante da notícia. Era um conjunto de gajos da mesma etnia.

Serão todos os ciganos rufias?
Não. Mas aqueles eram.

Deslavar a notícia para parecer woke?

A verdade e os factos não devem ter cor porque, se tiverem, não são uma coisa nem outra.

E O QUE ME DIVIDE

O que irá acontecer, agora, nas cleptocracias?
Quando este assunto apareceu, lembrei-me, imediatamente, do Kadafi (vamos imaginar que é uma das 30 maneiras de escrever o nome dele).

Merecia o Kadafi a sorte que teve?
Diria que não perdi um segundo de sono.
Será que o destino que tocou ao Kadafi levou a que, por exemplo, o gajo da Síria não queira sair de lá?
Provável.
Merece esta gente responder pelos seus actos?
Óbvio.
Será que esse sentido de Justiça merece a morte de milhares enquanto o gajo se tenta agarrar, a todo o custo, ao poder por não ter nada a perder?
A resposta é mais difícil.

Os outro cleptocratas, agora que viram o que acontece quando se cai do poleiro, vão sair com a mesma facilidade?

Duvidoso, não é?

PS. pá, não sei onde anda o José Eduardo dos Santos...não se ouve nada dele ou então eu é que ando distraído.

Tuesday, January 07, 2020

Homem Simples

É o que sou.
Afirmo-o muitas vezes e é comum pensar-se que estou a ser irónico mas não estou.
Na cabeça da generalidade dos que me rodeiam, ser-se capaz de pensamento abstracto ou ler-se mais do que uma bula de medicamento ou conhecer-se designers de moda com a mesma facilidade que se conhece a Dianna e Cristina Ferreira torna alguém complexo.
Não sou.

Outra coisa que ocorre com frequência é pensar-se que sou uma besta que conseguiu dispensar todos os sentimentos.
Soluções simples e desapaixonadas não são o mesmo que ser-se intrinsecamente frio;
Apreciações realistas e não eufemisticas ou douradas não são o mesmo que ser-se intrinsecamente frio.

Esta simplicidade deu-me algum trabalho.
Sendo mais honesto: a simplicidade de apreciação não me deu muito trabalho mas implementar ainda me dá.

Nesta mudança de paradigma por que já uma imensidão de humanos passaram mas que me está a acontecer agora, sabia o que quereria fazer mas já não se seria capaz de o fazer.
Tenho sido (pelo menos, até agora).
Concentro-me, apenas, no que posso fazer e não no que não posso.
Ah, K, isso todos sabemos!! dizem. Sim. E sabem ainda mais desde que as merdas espirituais e pseudo-densas entraram na moda.
Eu não me preocupo, realmente, com mais nada além disso e tenho, por isso, andado muito relaxado.

Ela sabe que eu tenho razão mas não consegue fazer o mesmo.
Não recrimino.
O normal não sou eu.

Ontem, um gajo disse-me:
Eh, pá! Entramos na reunião e o gajo nem nos deixou sentar! Disse para ficarmos todos em pé!
Respondi: Valor! Por mim eram todas em pé. É pra render não é para fazer sala.
Depois, mais ou menos no mesmo sentido:
Nem nos perguntou o que achávamos e nem nos explicou nada daquilo...uma pessoa precisa de ser acarinhada...
Respondi: Não. O que tu queres é SENTIR-TE acarinhado; queres que o pessoal finja que se interessa e que a tua opinião conta para alguma merda. Não conta. Tu sabes que não conta. Queres que o pessoal finja que quer saber.

Especialmente esta segunda afirmação poderá parecer ressabiada; de alguém revoltado e amargo.
Não sou nenhuma das duas coisas. Sou simples.
Interessa-me o que é e não o que parece ser; 
Só posso agir sobre o que é e não sobre o que não é;
Apenas a realidade é passível de ser enfrentada e resolvida.

Simples.

...mas não se pense que isto é só vantagens.
Não é.
Ainda não aprendi o suficiente.
O meu cérebro reptiliano ainda mostra a tromba com demasiada frequência.
E é, também por isso, que não sou só simples mas também estúpido.

Amanhã, terei uma entrevista.
Não estou nervoso. Nunca fico nervoso com estas merdas.
O meu ego é demasiado grande para aceitar a...realidade.
Apesar de massacrar os meus neurónios com tu não és o maior! Tu precisas de fazer o que sabes que é preciso fazer para impressionar as pessoas chatas!! Só precisas de fazer essa merda por meia hora! MEIA HORA!!!
...mas, depois, não funciona.
Ou melhor, as hipóteses de funcionar são baixas.

Eu sei que não sou um génio e nem o maior. Estou certo disso.
Sucede que estou igualmente certo que sou um bocado fixe e se não se entender isso não merecem o meu tempo.

Eu sei que está dentro das minhas capacidades fingir durante meia hora ou uma hora. Já saquei gajas, não é?!
Mas, depois, acho um bocado fraco e baixo subjugar-me a apetências e a superficialidades dos outros.

Simples.
Estúpido. 

Wednesday, December 18, 2019

Não tenho a certeza absoluta de ser um bom filho, mas volto a casa com alguma frequência.


Monday, December 09, 2019

Yeah, I´m a lucky man


Friday, December 06, 2019

Perder a Identidade

O título é dramático e a situação também pode ser.
A vez que, talvez, mais ouvimos este frase ou alguma sua parente refere-se à aparência;
A estrela de hollywood a quem a idade rouba a beleza, beleza que era Ela.
O pugilista que sofre de uma qualquer doença degenerativa que o faz uma sobra daquilo que foi porque a sua capacidade de partir bocas era Ele.
O jogador de futebol a quem os joelhos abandonam e tornam as suas fintas uma caricatura do que foram, fintas que eram Ele.

Estes casos são mais fáceis porque visíveis e, normalmente, afectam alguém que sabemos quem é.

Há quem pense a crise de meia idade como uma crise de identidade que, de facto, pode ser mas não tem de ser; na minha opinião, de resto, a crise de meia idade não apoquenta, as mais das vezes, a identidade mas antes a contagem dos minutos que se seguem e que são, agora, menos do que os que passaram.
Parece-me mais um confronto com a mortalidade que era abstracta meia dúzia de anos antes.

Aquilo que mais me interessa é a diferença entre perder a identidade e mudar a identidade. Perder e mudar, neste contexto, são perigosa e tristemente próximas de sinónimos.

Todos estamos agarrados a uma determinada ideia de nós. Todos nós achamos que uma determinada característica ou um determinado conjunto de características nos define. E muitas delas ou a sua maioria nem sequer são visíveis (se tivermos sorte e não pensarmos na ausência de rugas como algo verdadeiramente importante!).
...e é difícil vermos essas características escapar-nos.

Eu, por exemplo, comecei a ficar irritado por achar que estou a amolecer.
Reparem: eu amolecer não faz de mim mole mas faz de mim mais mole do que o que já fui.
O acumular de dias e de livros e de experiência tornou a minha empatia mais presente e a empatia é um paralisante, se não tivermos cuidado com ela.
A minha óptica quanto a como ultrapassar este torpor não mudou: é óptimo entender para se tentar evitar futuros erros mas esse erro, o que aconteceu, merece ser castigado e mais nada. Este gajo ainda sou (percebem porque disse que estou mais mole mas não mole?)

Passei a ponderar se isto ou aquilo merecem esforço de desforra e, a maioria esmagadora das vezes, continuo a achar que sim mas, agora, pondero e demoro mais tempo.

A Lei de Talião era uma parte importante e muito definitiva da minha identidade e o seu esbatimento ou, pelo menos, a menor velocidade de aplicação foi (acho que ainda é) um problema.
...ainda assim, era uma parte importante mas não a mais importante e, se quisesse pensar seriamente nisso, talvez não estivesse no top 3.

Talvez o mais relevante daquilo que penso sobre mim é que sou Livre.
Não uma liberdade a resvalar para o irreal mas uma liberdade de pés na terra.
Poder despedir-me, se quiser;
Poder apanhar um comboio e zarpar, se quiser;
Poder comprar uma garrafa de champagne, se quiser;
Poder deitar-me às 6 da manhã, se quiser;
Poder levantar-me às 3 da manhã, se quiser;
Poder não atender o telefone, se quiser;
Poder não falar, se quiser;
Poder dizer pós caralho independentemente do interlocutor, se quiser...e por aí fora.

Como disse, realista e, por isso, acrescento que não é fazer nenhuma destas coisas que me satisfaz; o que me preenche é poder fazer se me der vontade.

E estou a ver tudo isto ir com o caralho.

PARTE II DA COISA

O momento é difícil mas não é novo.
Sempre que tive um relacionamento sério, por exemplo, deparei-me com uma situação semelhante: a minha vida é mais livre, sozinho. E eu sempre apreciei essa liberdade. E é por isso que os meus relacionamentos não enchem uma mão.
Em todos os relacionamentos sérios que tive, decidi comprimir esta minha liberdade e esta minha característica em troca de ter o que me pareceu merecer este sacrifício.

A minha vida ficou mais difícil, em todos os casos;
A minha vida ficou melhor, em todos os casos.

Aquilo com o que me deparo, agora, será mais determinante e mais restritivo.
E é-me impossível não temer perder o K que sempre conheci e tornar-me numa outra letra do alfabeto. E eu gosto muito da minha letra.
Não estou paralisado. Eu não paraliso. Isso - graças a todas as divindades!!! - não mudou.
Não estou, sequer, triste.
Mas esta perspectiva deixa-me tenso.

Não deixaria toda a gente?!

PARTE III DA COISA

Estava a pensar na seca que são a maioria dos reencontros que tenho tido com as pessoas que partilharam comigo a sua juventude.
Não tenho paciência para as recordações de há 20 anos que parecem ser de ontem.
O tempo passou e o passado é isso mesmo: passado.
Obviamente, falo de coisas passadas sem achar chato mas tem de ser pontual e engraçado. O presente interessa-me mais.

Eu já não sou o mesmo gajo que era há 20 anos.

...e talvez o mais justo seja pensar na identidade como modificada mas não perdida.
É um bocado estúpido pensar-se na identidade como perene ao mesmo tempo que a pessoa é outra.
Talvez dizer outra seja um bocado excessivo mas entre a mesma e outra o outra ganha destacado!

O que quero - e quero tanto por sanidade como por realidade - é dizer-vos e dizer-me que não faz bem estarmos a pensar no passado como sempre recente. Não é bom achar que o melhor já passou porque - excluindo casos extremos e questões de índole física - eu sou hoje mais interessante e mais inteligente do que era antes; eu sei mais coisas; eu sou mais completo.

Não sou um homem saudoso e nunca fui.
Se quiserem pensar, por exemplo, nos meus relacionamentos passados, não olho para eles a pensar aquilo poderia ter dado certo se... Não quero com isto dizer que nunca tive momentos de fraqueza em que o fiz; houve alturas chatas em que achei que talvez a remota solucionasse alguma coisa.
Foram momentos de fraqueza e nunca acreditei realmente nisso.

Também sou de carne e osso.

Bem, isto vai longo e é provável que me tenha perdido a dada altura.

Eu sou outro.
A minha identidade não pode ser a mesma.
(repetira duas mil vezes por dia)

Friday, November 22, 2019

Duas Pessoas

1 Pessoa

Hoje estive a falar com um gajo com quem não tenho por hábito falar muito.
Nada tenho contra ele, além de o achar um bocado chato e demasiado sabichão para o seu próprio bem.
De há uns tempos para cá, parece-me estar melhor ou, pelo menos, comigo tenta debitar menos factos que o não são e que, por isso, me forçam a responder.

Hoje, estava a contar-me que X funcionava mal e que tinha dito isso ao Y, por ser a correia de distribuição entre ele e quem decide.
Em resumo, disse-lhe que:
1. o pessoal que decide, como todos nós, tem uma determinada formação e é com base nessa formação que toma decisões. Ser-lhes-à sempre muito difícil - como a todos - entender e empreender uma projecto diferente porque não o entende como deveria entender;
2. à gaja que serve de corrente de transmissão disse-lhe pior; disse-lhe que era uma ilusão achar que ela iria dizer a quem decide precisamos de outra pessoa para fazer, pelo menos, parte disto porque, para ela, isso seria assumir incompetência, apesar de não ser isso que lhe foi dito.

Podia discorrer sobre mais coisas que disse para parecer um génio mas, na verdade, não foi daqui que retirei o interesse da coisa; não foi por ele ficar impressionado com o que eu vejo e o que eu sei.
Não.
O que foi interessante foi isto:
Achas que não consigo ver isso porque sou muito novo?
Dúvida legítima e perfeitamente plausível mas foi o assumir de uma limitação ou, até, de uma diminuição intelectual quando comparado comigo.
...mas achei honesto e verdadeiro.
Aprecio gente que coloca questões quanto a si mesmo sem embaraço (sem prescindir de se ter arrependido, depois).

Só para não ficar no ar:
disse-lhe que não sabia mas era possível.
Expliquei-lhe que eu só comecei a ler realmente a partir dos 30, apesar de parecer - quando comparado com o meio - que li todos os livros do Mundo.
É difícil responder se é só por causa da idade.
Tem que ver com personalidade, também. E com interesse. E com esforço.

2 Pessoa

Outro, hoje, disse-me que apreciava a minha postura porque te estás a cagar e fazes o que queres.
Pensou ser um elogio, porque visto de fora é super romântico.

Honesto, porque sou, respondi-lhe que ele também podia ser assim, se estivesse numa de pagar os custos que isso acarretam.
É como apreciar a admirar os heróis de Guerra: eu também admiro mas apetece-te morrer ou ficar amputado?

Acho que se devia admirar o que se almeja e não o que se acha super cool.
...e o que se almeja é sobreviver e eu admiro quem, dentro de determinados limites, faz o que tem a fazer para sobreviver.

Tuesday, November 19, 2019

Ilusão e Moral

Lamento as minhas limitações e lamento, ainda mais, os meus erros.
Obviamente, considero que, como todos, sou sujeito ao erro mas chateia-me pra caralho.

Não sou aquilo a que se chama detail oriented.
Há mais do que um motivo para isso.
Considero chato;
Acho uma panisguice;
Demora demasiado tempo;
As mais das vezes é inútil.
Resumindo, não se coaduna nem com o meu temperamento nem com o que considero ser mais relevante em geral: o Resultado.

Feito é melhor do que perfeito, sempre!

...mas isto tem as suas consequências.
Se não me conhecerem tão bem como devem, é fácil encontrar uma qualquer coisa que esteja menos bem feita do que devia e extrapolar; essa extrapolação não estará necessariamente errada mas é muito limitada.
Se se perguntar a quem quer que seja se prefere 100% de uma coisa feita a 90% ou 45% dessa mesma coisa feita a 100% não estou a ver quem preferisse a segunda (por facilidade de raciocínio e exposição não me debruçarei sobre o fenómeno dos Cisnes Negros; quer porque não podemos reger toda a nossa existência por eles quer porque estaria a exigir um conhecimento que a maioria não conhece, pelo que não o usaria como argumento).

E aqui entra a Ilusão:
uma pessoa que conviva comigo há algum tempo terá a noção quer da minha competência quer do meu intelecto.
Essa mesma pessoa avaliará se tanto uma coisa como a outra existe em mais quantidade nela ou em mim e, mediante essa análise, decidirá o tipo de reparos que me há-de ou pode fazer.

Infelizmente, nem toda a gente percebe a questão probabilística. Alguns acham que o lapso que encontrou é inaceitável porque desconhece o resultado prático do volume.
E porque assim é, não parte do princípio que a ausência de atenção ao detalhe é uma questão estratégica e não, necessariamente, de displicência ou desconhecimento.
E porque parte deste princípio, no caso concreto não é capaz de entender que não presto atenção ao detalhe porque não quero e não porque não consigo...
...e quando eu começo a ser o picuinhas que detesto ser, não é bom para ninguém...

E aqui entra a Moral:
Não preciso de gostar particularmente de alguém para evitar dificultar-lhe a vida.
Sou capaz de chamar penedo a alguém na brincadeira mas incapaz de esfregar as suas limitações na cara (admitindo que pode acontecer involuntariamente mas é sempre involuntariamente, nestes casos).
É por isso que, tanto em questões pessoais como profissionais, opto por conversas, quer escritas quer faladas, particulares e não públicas.

...mas não boa ideia fazer-me isso a mim.
A tentativa de mostrar, em público e em aberto, que se me é superior pode correr bem ou correr mal a quem o faz mas não fica de borla.
Não aprecio a Soberba mas não sou mal a vesti-la.

Se eu levar a mal, a resposta chegará.
E só para que fique claro: é óbvio que há gente mais esperta e mais competente do que eu. Óbvio!
Sei disso e assumo-o mas mesmo estes terão de provar que são isso depois de me provocar.
...e, felizmente, não fui esquecido quando o pessoal andou a distribuir neurónios.

E, depois, dá nisto: opiniões não solicitadas por desnecessárias são respondidas com o fundamento que desconheciam mas que estava lá; posições assumidas terão de ser retratadas porque eram parvas e, agora, todos sabem; e a tentativa de subir a montanha torna-se na descoberta de um vale.

Por norma, dói-me muito achar que estou a ser injusto desnecessariamente.
Se me justificarem o orgulho, contudo, a minha consciência nem sequer dá sinal de vida.

Let´s face it!