Tuesday, January 25, 2011

Não sei se é comum ou não porque raramente falo deste tipo de coisas.
Há uma ou outra coisa, não mais do que isso, em que fico no dilema se quero ver ou ouvir uma nova vez porque apesar do prazer que me dão trazem-me o mais parecido com saudades que me é possível sentir e...para mim, é um sentimento detestável.
É um misto de doce e picante, é o querer e o desquerer no mesmo minuto, uma luz que se abre mas que de tão brilhante lembra a escuridão que se apodera quando não está presente.

No momento em que escrevo estas linhas estou a ser invadido por uma dessas coisas. Estou naquele limbo do prazer que me dá e do tombo que vou apanhar logo a seguir.
Sim, direi a quem quiser ouvir que temos de provar e viver antes da desilusão, desilusão que está, invariavelmente, depois de cada esquina mas, se sabemos que lá está, vamos aproveitar as rectas para o prazer, mesmo que seja efémero. Direi mas não praticarei.

É comum ouvirmos que que o que nos une é mais forte do que o que nos separa e talvez isso até seja verdade mas que nunca vi nada que durasse uma vida é uma verdade ainda mais latente...até os siameses são separados porque não conseguirão sobreviver juntos.
Sim, é óptimo quando temos companhia mas não é tão óptimo quando a perdemos.

Foda-se a companhia, passamos muito mais tempo a tentar viver sozinhos.
Vale a ideia mais que a realidade?
Vale o amanhã mais do que o ontem?
Vale a eventual força do que a factual fraqueza?

2 Comments:

Blogger A Escafandrista said...

Culpa nenhuma, podemos falar mais, a partir de agora. E a influência da música brasileira no post anterior? a que deve-se? boas reflexões, abraços.

8:27 AM  
Blogger Kaiser Soze said...

Influência que começou quando comecei a tomar contacto e, naquela em concreto, o início com "sou criolo preto brasileiro".
Por exemplo, li "culpa" no teu comentário e a primeira coisa que me ocorreu foi "e a culpa é de quem?!" dos saudosos Planet Hemp.

bjo (abraço é mais perigoso ehehe).

10:10 AM  

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