Tuesday, January 18, 2011

Sou muito diferente daquilo que já fui. Estou mais próximo daquilo que acho que devo ser e, a cada dia que passa, sinto que não acertei verdadeiramente naquilo que devia.

Há anos atrás tive um contacto directo com o medo. Usava olhos azul forte, cabelo loiro e lábios carnudos, parecidos com dois gomos de laranja.
Naquela altura, sentia uma atracção que não me deixava ir embora e uma repulsa que não me deixava aproximar. Assim, parvo, fiquei no meio, lugar onde nunca tinha estado e que nunca mais visitei. Foi uma época de absoluta novidade, a primeira e última, que me lembre, em que não conseguia tomar uma decisão, era o clássico e odiado não foder nem sair de cima.
Ora, isto foi tão ridículo e penoso (para ambos) que ela acabou por não resistir...desconheço se por ter perdido as esperanças ou por ter precebido o que apesar de não ser verdade parecia evidente: eu era fraco e sem capacidade de me decidir.

Como tenho alguma propensão para este tipo de coisas, nasceu o fantasma que me acompanha desde então. Não creio que seja ela, em si, o fantasma. Não me parece que sinta a sua falta ou que teria uma recaída caso a encontrasse passados estes, talvez, 10 anos (10 anos...meu deus...).
O fantasma que perdura é que de todas as mulheres que passaram pela minha vida aquela parece-me ser a única capaz de me controlar, de me fazer temer a sua partida e isso, esse verdadeiro monstro, não me deixa em paz.

Antes amar e perder do que nunca ter amado? I think not.

2 Comments:

Blogger A Escafandrista said...

Há quanto tempo não nos falávamos???

Não faz 10 anos, como no teu texto, mas parece uma infinidade lol

essa reflexão sobre amar e perder... drummond diria "amar, malamar, amar", eu concordo com drummond, independente das consequencias.. abraços.

12:02 PM  
Blogger dear sarah said...

TU TÁ DIFERENTE? E como ein..

mas aposto que está mais forte e propenso a viver uma realidade faceira.

agradeço tua visita, bjs!

7:12 AM  

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