Tuesday, February 16, 2016

Reality Shows, O Deles É o Nosso!

Sabido como é que os Reality Shows me agradam:
Nos sites da especialidade anda a ser muito comentada a relação da Bernardina e do Tiago (contexto: a Bernardina e o Tiago são um casal nascido de um programa destes - onde voltaram - e que tiveram um filho e que passam a vida a insultar-se no FB e onde mais conseguirem e que casam/descasam à velocidade da luz e que ele encorna - diz-se que ela também mas parece-me mais duvidoso - quando tem a oportunidade, oportunidade que procura)

Então,
ela insulta-o e agride-o durante o programa; ela passa a vida a desconfiar dele e a dizer que ele não presta; ela anda sempre a tentar ouvir as conversas dele; ela anda sempre a discutir com ele sobre tudo e mais alguma coisa.
ele, que estava separado dela, quando percebeu que iria a votações para ser expulso declarou o seu amor por ela; ele entrou a amar outra gaja (mais velha e que o sustentava...e ao filho) e deixou-se disso rapidamente; ele não a destrata muito verbalmente - fazia-o no FB e por SMS; ele, quando ela o ataca, diz-lhe que ela não o ama mais.

Ora, o que se lê das apreciações tecidas é que ela é psicótica e que tem a mania da perseguição.
Não, não é.
As pessoas só são psicóticas se não tiverem motivo para o ser. É como o pessoal que tem a mania da perseguição: se estiver a ser perseguido, não é mania. É como o pessoal que é paranóico: se tiver fundamentos para o que pensa não é paranóia.
Ela tem todos os motivos para a psicose que a apoquenta. 
O problema dela é um outro e muito mais comum: ela gosta de quem não gosta dela.
(estou a coçar-me para não dizer que ela tem o problema de ser estúpida e estou a evitar dizer tal coisa porque...gostar de alguém também é uma doença que dá cabo da massa cinzenta de um gajo).

O que é pior, contudo, é isto: a Bernardina é como nós, apesar de querermos pensar que não é. A grande diferença é que ela está a passar em público o que muitos passam em privado.
A Bernardina é o exemplo perfeito para muito do que acho e do que escapo.

Por muito que se goste de alguém há linhas que não podem ser passadas porque há danos que são irreparáveis.
Só gostar não chega...

Digo muitos palavrões e mando muita gente foder, tanto a brincar como a sério mas nunca mandei nenhuma mulher com quem me relacionasse foder, nem sequer a brincar.
Faço um enorme esforço por não ceder aos meus ímpetos de mandar tudo prá puta que pariu quando surgem contrariedades, ainda que eventualmente graves e faço-o porque raramente funciona fazê-lo e depois vir dizer enganei-me. Este engano vai dar azo a muitos outros do mesmo tipo e entra-se num ciclo de onde nada de bom sairá.
Quero que me contem tudo, mesmo o que, eventualmente, não vá gostar de saber porque a confiança é algo muito difícil de restaurar.

Poderão dizer que sou demasiado radical. Não desconsidero.
Só que...olhem para a Bernardina e para o Tiago...aquilo, apesar de comum não é aceitável.
Gostar é fundamental mas não chega.

E é por isso que só fecho a porta uma vez.

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